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Mariza Ferreira Bastidas

Psicóloga CRP 06/149729

A atuação por meio dos estágios na área social, escolar, organizacional, saúde e clínica me permitiu ver que a psicologia nos oferece um universo de possibilidades para atuação. A partir disso, a paixão pela área da saúde foi crescendo e descobri que muito dos sintomas físicos são resultados de como funciona o psicológico do indivíduo e por isso, a psicologia me interessou muito. Percebo que comecei a trilhar o mais doce dos caminhos, a saúde mental, e é nesse campo que desejo me dedicar cada vez mais.
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TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL

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A baixa autoestima

A baixa autoestima

A baixa autoestima pode atingir diversos aspectos da sua vida, como os relacionamentos, a saúde, a vida escolar e profissional. Mas algumas medidas podem ser adotadas para te ajudar a melhorar sua autoestima.

 

Se você tem baixa autoestima, aproveite o poder de seus pensamentos e crenças para mudar a maneira como você se sente em relação a si mesmo. Comece com estas medidas e verifique as situações e condições problemáticas.

 

  1. Observe e identifique as situações e condições que estão interferindo na sua autoestima. Analise alguns eventos que podem funcionar como um gatilho para prejudicar sua autoestima:
  • Uma perda de emprego ou a ausência de um ente querido.
  • Uma apresentação na escola ou no trabalho.
  • Um problema com um amigo, cônjuge, um familiar ou um colega de trabalho.
  • Uma crise em casa ou no trabalho

Depois de identificar as situações problemáticas, preste atenção ao que você pensa sobre elas.

 

  1. Observe as suas crenças e pensamentos

Observe com atenção o que você pensa sobre as situações e condições que influenciam em sua autoestima.Suas crenças e pensamentos podem ser neutros, positivos ou negativos; podem ainda ser racionais (baseados em razões ou fatos) ou irracionais (baseados em idéias falsas). Analise-os e pergunte a si mesmo se essas crenças e pensamentos são verdadeiros.

 

  1. Pensamentos negativos ou imprecisos

Os pensamentos iniciais e recorrentes podem não ser a única maneira de ver uma situação, então avalie a exatidão de seus pensamentos. Pergunte-se! A sua visão é consistente com os fatos e a lógica, ou se poderia haver outras explicações plausíveis para a situação?

 

Tenha em mente que pode ser difícil reconhecer as imprecisões do pensamento. Pensamentos e crenças que permanecem ao longo do tempo podem parecer normais e verdadeiros, mesmo quando muitos são simplesmente opiniões ou percepções.

É importante estar atento também aos padrões de pensamento que reduzem a autoestima:

 

  • Pensamentos de “tudo ou nada”. Você percebe as coisas como totalmente ruins ou totalmente boas. Por exemplo: “Se eu não conseguir concluir esta tarefa, então serei um fracasso completo”.

 

  • Filtros mentais Você vê apenas o lado negativo das coisas e fixa neles, o que distorce sua opinião sobre uma pessoa ou situação. Por exemplo: “Cometi um erro nesse projeto e agora todos perceberão que não sou capaz de desempenhar bem esse trabalho”.

 

  • Transforma situações positivas em situações negativas. Você ignora seus êxitos e outras experiências positivas ao afirmar que elas não contam. Por exemplo: “Eu só elaborei bem este prato porque foi ele é muito simples”.

 

  • Precipita-se ao tirar conclusões negativas. Tira uma conclusão negativa mesmo quando o indício que a sustenta seja pequena ou inexistente. Por exemplo: “Meu chefe não me atendeu ao telefone, devo ter feito algo para errado”.

 

  • Misturar sentimentos com fatos. Você confunde crenças ou sentimentos com fatos. Por exemplo: “Eu percebo que errei, sou sempre um fracasso”.

 

  • Pensamentos negativos Você se percebe com desprezo ou usa humor autocrítico. Por exemplo: “Eu não mereço melhor”.

 

 

  1. Regule suas crenças e pensamentos

 

É importante substituir pensamentos negativos ou imprecisos por pensamentos construtivos e corretos. Você pode iniciar por meio destas estratégias:

 

  • Use declarações positivas. Olhe pra você e construa sentimentos motivacionais. Ao pensar que sua apresentação não funcionará, tente dizer frases como “Mesmo que seja difícil, posso lidar com essa situação”.

 

  • Perdoe-se. Todo ser humano comete erros, e os erros não são um reflexo permanente de quem você é. Esses são momentos isolados no tempo e você pode dizer a si mesmo (a): “Eu cometi um erro, mas isso não me faz uma pessoa incapaz”.

 

  • Não seja tão exigente consigo. Se você tem a percepção de que seus pensamentos estão cheios de exigências, pode ser que você esteja se tornando perfeccionista, tanto consigo mesmo quanto com os outros. Ser menos crítico e exigente, pode gerar expectativas mais realistas.

 

  • Mantenha o foco naquilo que é positivo. Observe todos os aspectos da sua vida que funcionam bem. Considere as competências que você usou para enfrentar desafios no passado e dê crédito a si mesmo por fazer mudanças positivas.

 

  • Considere o que você aprendeu. Se foi uma experiência negativa, o que você poderia fazer diferente da próxima vez para obter um resultado positivo?

 

  • Examine os pensamentos tristes. Você não precisa reagir negativamente aos pensamentos negativos. Ao contrário, veja-os como sinais para testar novos padrões de pensamento saudável. Examine-se e pergunte-se: “O que eu posso pensar e fazer para tornar essa situação mais tranquila?”

 

Lembre-se: Se você tem pensamentos negativos, procure reduzir o poder de seus pensamentos negativos e sua influência no seu comportamento.

 

Em vez de lutar, resistir ou se sentir oprimido por pensamentos ou sentimentos negativos, aceite-os. Apenas se dê a oportunidade de senti-los.

 

Quando você começa a reconhecer os pensamentos e crenças que contribuem para a baixa autoestima, você pode refutá-los ou mudar a maneira como pensa neles. Isso ajudará você a aceitar seu valor como pessoa. À medida que sua autoestima aumenta, também aumenta sua confiança e sensação de bem-estar.

 

Além dessas sugestões, tente lembrar todos os dias que você merece um cuidado especial. Para fazer isso, verifique se você está de acordo com o seguinte:

 

  • Mexa-se! Siga as boas diretrizes de saúde. Tente se exercitar por pelo menos 30 minutos por dia na maioria dos dias da semana. Coma muitas frutas e legumes. Limite a quantidade de doces, comidas rápidas e gorduras animais.

 

  • Faça coisas que você gosta. Comece a fazer uma lista das coisas que você mais gosta de fazer e tente fazer algo da lista todos os dias.

 

  • Esteja em companhia de pessoas que te fazem feliz. Não perca tempo com pessoas que são negativas e não te tratam bem.

 

  • Busque ajuda profissional. Existem situações que não são possíveis de serem resolvidas sozinho (a), então não hesite em buscar atendimento psicológico.

 

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